Inicial


Os Cintras em Franca, Ibiraci e Claraval

João Bekman Alves (1)

José Limonti Júnior (2)

Sônia Regina Belato de Freitas Lelis (3)

I - ORIGENS

A origem mais remota dos CINTRAS de Franca, Ibiraci e Claraval, que conseguimos descobrir, está no português Domingos Antunes Cintra, natural da Freguesia de Almargem do Bispo, Termo da Vila de Sintra, Patriarcado de Lisboa, Portugal.

Sintra é uma vila portuguesa localizada na área metropolitana de Lisboa. É sede de um município com 317 quilômetros quadrados de área e 445.872 habitantes (2008), subdividido em 20 freguesias, dentre as quais Almargem do Bispo. O município é limitado a norte pelo município de Mafra, a leste por Loures e Odivelas, a sudeste pela Amadora, a sul por Oeiras e Cascais e a oeste pelo oceano Atlântico. A Vila de Sintra inclui o sítio Paisagem Cultural de Sintra, Patrimônio Mundial da Unesco e tem recusado ser elevada a categoria de cidade, apesar de ser sede do segundo mais populoso município em Portugal, segundo a Câmara Municipal de Sintra.

II - EMIGRAÇÃO PARA O BRASIL

Imigrando para o Brasil, Domingos casa-se com a brasileira Ana de Castro, natural da Freguesia de São Gonçalo, Bispado do Rio de Janeiro. Esse casal gera, pelo menos, Rita Antônia de Jesus, natural da Freguesia de Nossa Senhora de Nazaré do Inficcionado (atual cidade de Santa Rita Durão-MG), Bispado de Mariana. Essa antiga denominação, Inficcionado, lhe foi dada pelos paulistas, por volta de 1702 e 1703, diante da circunstância de encontrarem pouco ouro, e de baixo teor, nas águas do curso d’água local.

Rita casa-se com Joaquim Gonçalves, natural da Freguesia de São Sebastião da Vila do Touro, Bispado de Lamego, Portugal, filho de Antônio Gonçalves Pulga da Cunha e de Jerônima Aparícia, naturais da mesma Freguesia de São Sebastião.

Rita e Joaquim se estabelecem na região da Serra do Camapuã, Comarca do Rio das Mortes, Capitania de Minas Gerais, na sesmaria de meia légua de terra, adquirida de Manuel Moraes Coutinho, cuja confirmação é solicitada em 1753, conforme Doc. nº 88, Caixa 64, do Arquivo do Conselho Ultramarino. Mais precisamente na região da Capela de Nossa Senhora da Lapa dos Olhos d’Água, localizada às margens da Estrada Real, filial da Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Prados. Nesse local, nascem, e são batizados, seus 9 filhos, falece Joaquim, por volta de 1778 e, após 20 anos, em 1799, falece Rita Antônia.

De acordo com Cônego Trindade, a Capela de Nossa Senhora da Lapa dos Olhos d’Água foi erigida por provisão de 7 de junho de 1733, do então bispo do Rio de Janeiro, Dom Antônio de Guadalupe. Foi construída pelo português Manuel Moraes Coutinho, natural da acima citada Freguesia de São Sebastião da Vila do Touro, e sua primeira mulher, Margarida Rodrigues. Atualmente faz parte do município de Entre Rios de Minas-MG, cuja prefeitura promoveu sua completa restauração.

III - POVOAMENTO DO DESEMBOQUE

Segundo o pesquisador José Limonti Júnior, co-autor deste artigo, nos mapas portugueses elaborados a partir de 1720 (vide coleção existente na Casa da Cultura de Ibiraci-MG), pode-se ver que existiu um povoado na região denominada Desemboque até os primeiros anos da década de 1780. Localizava-se à margem esquerda do Rio Grande, no local conhecido por Cachoeira do Inferno, onde hoje se encontra a represa da Usina Hidrelétrica Marechal Mascarenhas de Morais (Peixoto), ficando claro não se tratar do atual Desemboque, Distrito de Sacramento-MG. Tal povoado, ainda segundo Limonti, teria sido dizimado na época das expedições que foram organizadas para combater os negros fugidos, os "ferozes" caiapós e os vadios, instalados nos sertões do Jacuhy. Os sobreviventes teriam migrado para o lugar onde hoje está o Bairro Santa Helena, à margem esquerda do Ribeirão do Ouro, na cidade de Ibiraci-MG. Essa nova povoação passa a aparecer nos mapas, a partir de 1784, com a denominação de "Aterrado".

IV - DESCENDÊNCIA DOS CINTRAS

Dos filhos de Joaquim e Rita, conseguimos documentar, que pelo ano de 1811, dois deles, o Capitão Manoel Gonçalves Cintra, já viúvo, e Felizardo Antunes Cintra, casado, ascendentes dos co-autores deste artigo, João Bekman Alves e Sônia Regina Belato de Freitas Lelis, vêm com suas famílias, e se estabelecem nessa região do Aterrado, Termo de Jacuhy.

Manuel Gonçalves Cintra, Capitão, natural de Prados-MG, batizado aos 2 de Outubro de 1751, na Capela de N. Sra. da Lapa dos Olhos d’Água, filial da Matriz de N. Sra. da Conceição, foi casado com Maria Bárbara Cherem, natural e batizada na Freguesia da Candelária, cidade do Rio de Janeiro, falecida em Prados-MG, aos 7 de janeiro de 1811 e sepultada na Capela de N. Sra. da Lapa dos Olhos d’Água. Filha do licenciado José Pereira de Araújo, natural da Freguesia dos Carijós-Queluz, atual Conselheiro Lafaiete-MG, e de Bárbara Maria Cherem, natural da já citada Freguesia da Candelária, moradores, por volta de 1766, na rua Direita em Vila Rica-MG. Manuel e Maria Bárbara geraram 10 filhos, batizados na Capela N. Sra. da Lapa dos Olhos d’Água em Prados-MG:

1. Maria Clara de Jesus, casada, provavelmente em Prados-MG, com seu primo Sargento Joaquim Antunes Cintra, filho do Capitão Felizardo Antunes Cintra e de Cecília Maria de Jesus;

2. José;

3. Lucinda;

4. Constância Perpétua de Jesus, casada, com Antônio Álvares Pereira, filho de outro Antônio Álvares Pereira e de Ana Ignácia;

5. Ana;

6. Segisfredo Gonçalves Cintra, casado, em Franca-SP, aos 20 de Julho de 1820, com Ana Joaquina de Jesus, filha do Cap. Antônio Rodrigues de Oliveira e de Ana Luíza Moreira;

7. Francelino;

8. Francelina Felisberta de Jesus, casada com Joaquim Francisco de Almeida;

9. Antônio Gonçalves Cintra, casado, em Franca-SP, aos 06 de Março de 1821, com Escolástica Maria de São Camillo, filha do Cap. Antônio Rodrigues de Oliveira e de Ana Luíza Moreira;

10. Jerônima Maria de Jesus, casada com Lourenço Justiniano Pinto.

Manoel e Maria Bárbara criaram dois expostos:

I. Camillo de Lellis Nogueira, natural de Prados-MG, onde foi batizado, aos 20 de Janeiro de 1804, na Capela de N. Sra. da Lapa dos Olhos d’Água, filial da Matriz daquela localidade. Era pardo, filho natural de Mariana, neto materno de Manoel Alves e Antônia Cardoso. Órfão de mãe, e com os avós maternos falecidos, acompanhando seu padrinho, Cap. Manoel Gonçalves Cintra, veio para Franca, com idade menor de 13 anos, onde se prepara para ser ordenado padre, servindo, também, de Sacristão na Matriz da Villa Franca, de acordo com atestado do Padre Manoel Coelho Vital. Visando ainda o presbiterato aperfeiçoa-se em Lingua Latina, em Aiuruoca-MG. O patrimônio necessário à sua ordenação, foi doado pelo vigário da Villa Franca, Reverendo Joaquim Martins Rodrigues, compondo-se de 04 casas sitas na Praça da Alegria, na mesma Vila. Ordenado Presbítero pelo Bispado de São Paulo, conforme Termo de Obediência que assina em 07.11.1834: ... prometia ir depois de Presbytero ser Coadjutor na Villa Franca do Imperador..., onde realmente serviu, tendo, inclusive, recebido do Padre Visitador Joaquim Manoel Gonsalves de Andrade, no ano de 1837, elogios pelo seu trabalho. Foi, ainda, uma das testemunhas arroladas no segundo processo das Anselmadas, quando descreveu os acontecimentos que presenciou e participou durante as negociações com Anselmo Ferreira de Barcellos. Em 1839 deixa de atender as almas da Vila Franca. Em 1841, aparece como Capelão na Capela de São Sebastião do Paraíso-MG.

II. Prodigioso Gonçalves Cintra, casado com Maria Jesuína. Deixou descendência na região de Ibiraci-MG.

O Capitão Manuel Gonçalves Cintra, viúvo, instalado em sua fazenda "Aterrado de Cima", adquirida de Joaquim de Freitas Silva, manifesta o desejo de se tornar padre, solicitando autorização, para sua ordenação, ao bispo de São Paulo, conforme se verifica no Processo de Genere et Moribus - nº 02 40 1055-ano 1814, 92pg - conservado no Arquivo da Cúria de São Paulo. Justifica sua pretensão informando que para melhor servir a sua igreja desejava ascender ao sacerdócio sem demora, visto que se achava adeantado em annos, e queria empregar os que lhe restavam no serviço da mesma igreja; que a sua ordenação era muito necessária e útil à igreja, a bem dos povos do embrenhado certão, aonde vivia, por isso mesmo que não havia ali sacerdote algum, o próprio parocho residia no Arraial de Jacuhí em distância de 25 légoas, e o da freguesia. mais vezinha que era a da Franca estava residindo nove légoas arredado daquela povoação. Após ordenado, Padre Manuel serve, até seu falecimento, em 31 de Março de 1823, como Coadjutor do Vigário da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Franca, Pe. Joaquim Martins Rodrigues, passando a residir no Arraial da Franca.

Como em todo o sul da Capitania de Minas Gerais, também na região de Franca e Ibiraci, estavam aquela Capitania e a de S. Paulo, em litígio por causa da delimitação de suas divisas. Com a nomeação, em 31 de Agosto de 1804, de Hipólito Antônio Pinheiro, para o Posto de Capitão da Companhia de Ordenança do Sertão da Estrada de Goyaz, Destricto do Rio Pardo athe o Rio Grande, Termo da Villa de Mogi-mirim, este constrói dois quartéis, um na Lagoa Rica e outro no Aterrado, para defender as fronteiras paulistas contra o avanço dos mineiros. Contudo em 12 de Janeiro de 1816, a Câmara de Jacuí, manda um Alcaide com o seu Escrivão, auxiliados por hum Official pago, e mais pessoas, a deitar abaixo o quartel do Aterrado, e arrancar o marco divisorio que ali se achava colocado pondo-o no Ribeirão das Canoas, sinco légoas dentro da Capitania de São Paulo. Essa linha divisória ficou, definitivamente, estabelecida, somente em 1937.

Em 3 de dezembro de 1816, Felizardo Antunes Cintra, é nomeado Capitão da Companhia de Ordenança do Distrito do Aterrado, Termo da Vila de São Carlos do Jacuí, onde, ainda, exerce a função de Juiz de Paz.

Estabelecido em sua fazenda Ribeirão do Chapeo, o já então Capitão Felizardo, solicita, juntamente com demais moradores locais, em 03 de Julho de 1817, autorização, ao Bispo de São Paulo, D. Mateus de Abreu Pereira, para erigirem uma Capela, no Certão do Aterrado, sob a invocação de Santa Maria Madalena.

O patrimônio necessário foi doado, conforme documento do ano de 1819, uma parte, por Francisco de Freitas Pedrozo, filho de José Pedrozo da Silva, natural de Taubaté-SP, e de Thereza Maria de Jesus, natural de São Paulo-SP, casado com Manuela Prudência de Jesus França, filha de Manoel Ferreira Correia de Lacerda, natural de São Paulo-SP, e de Antônia Maria Rosa de Jesus França, natural de Jundiaí-SP.

A outra parte, foi doada por Faustina Maria das Neves, mãe e herdeira do falecido vigário de Jacuí, Padre José de Freitas Silva. Faustina, natural da Nova Colônia do Sacramento, Bispado do Rio de Janeiro, filha do açoriano Antônio de Medeiros, natural da Vila da Praia, Ilha Terceira, e de Antônia de Jesus, natural de Lisboa, Portugal, era viúva, por óbito do licenciado Antônio de Freitas Silva, natural da Ilha da Madeira, Bispado do Funchal, filho de Sebastião de Freitas Silva e de Gerarda Maria da Incarnação.

A Capela, dedicada a Santa Maria Madalena, fica pronta em 1821. Em 01 de outubro de 1824 é benzida, juntamente com o Cemitério, pelo Pe. Manoel Coelho Vital. Por volta de 1850, quando de sua reforma, encabeçada pelo Ten. João Felizardo Cintra, tem seu orago mudado para Nossa Senhora das Dores, como era o desejo de Faustina Maria das Neves.

O Cap. Felizardo Antunes Cintra, considerado o fundador de Ibiraci-MG, era natural de Prados-MG, onde foi batizado aos 19 de Julho de 1764, na Capela de N. Sra. da Lapa dos Olhos d’Água, filial da Matriz de N. Sra. da Conceição, casado com Cecília Maria de Jesus, filha do Alferes João Rodrigues Pinheiro e de Josefa Maria de Jesus (moradores na Aplicação do Brumado, Freguesia de Congonhas do Campo-MG). Felizardo e Cecília faleceram no Aterrado. Eles criaram um exposto de nome Francisco e foram pais de 13 filhos, batizados na Capela de Nossa Senhora da Lapa dos Olhos d’Água-Prados-MG:

1 - Caetano Antunes Cintra, Alferes, casado, em primeiras núpcias, com sua tia materna, Valéria Maria do Nascimento, filha do Alf. João Rodrigues Pinheiro e de Josefa Maria de Jesus. Em segundas, com Theodora Alves de Jesus;

2 - Joaquim Antunes Cintra, Sargento, casado em primeiras núpcias com sua prima, Maria Clara de Jesus, filha do Cap. Manuel Gonçalves Cintra e de Maria Bárbara Cherem. Em segundas, com Maria Antônia de Jesus;

3 - Maria Felizarda dos Prazeres, casada com José Joaquim de Andrade, filho de José Machado de Andrade e de Rita Maria de Jesus;

4 - Ana Josepha de São José, casada com Manuel Pinto de Souza, filho natural de Maria Antônia do Sacramento;

5 - José Antunes Cintra, casado com Rita Domicilia de São Bernardo;

6 - Rita, falecida solteira, com 15 anos, de garrotilho, foi sepultada na Matriz de Franca, em 19 de junho de 1813;

7 - Josefa Maria de Jesus, casada com Antônio José de Castro;

8 -Joanna Silvéria da Cruz, casada, em primeiras núpcias, com Francisco Gonçalves Cintra. Em segundas, com José Plácido Barbosa, filho de Antônio Plácido Barbosa e de Antônia Rita de Jesus;

9 - Antônio Felizardo Cintra, casado com Rita Maria do Carmo;

10 - Felizardo Antunes Cintra (II), casado com Maria Joaquina do Nascimento;

11 - Cecília Maria de Jesus, casada com Manoel José de Castro;

12 - Lucas Antunes Cintra, casado, em primeiras núpcias, com sua sobrinha e prima, Victalina Maria de Jesus, filha de Joaquim Antunes Cintra e de Maria Clara de Jesus. Em segundas, com Cândida Maria de Jesus, filha natural de Joaquina Farnézia de Oliveira;

13 - João Felizardo Cintra, Tenente, casado duas vezes. A primeira, com Belizária Antônia da Silva, com quem gerou 7 filhos.

João e Belizária foram possuidores, dentre outras propriedades, do maior estabelecimento rural da região de Franca, na época, a Fazenda Palestina, que se estendia do Patrimônio da Vila da Franca até a divisa com o Aterrado (Ibiraci-MG). Essa extensão de terras, abrange a área hoje ocupada pelos bairros Jardins Éden, Palma, Brasilândia, Paulistano, S. Luiz e Palestina, seguindo para Ibiraci até as margens do rio Canoas. Foi adquirida do primeiro vigário de Franca, Padre Joaquim Martins Rodrigues, em 01 de Janeiro de 1840, por 3:800$000 (tres contos e oitocentos mil réis) a serem pagos em nove anos, em parcelas iguais, anuais, de 422$222 (quatrocentos e vinte e dois mil, duzentos e vinte e dois réis). O Pe. Joaquim apenas reservou para si uma pequena parte da propriedade, a qual denominou Sítio Vai-e-Vem, que estaria localizada nos fundos do atual bairro Jardim Palma, na divisa com o Jardim Brasilândia.

Belizária faleceu na já, então, Dores do Aterrado (Ibiraci-MG). Viúvo, João casou-se, em Franca-SP, aos 31 de Janeiro de 1857, com Joaquina Farnézia de Oliveira, viúva de Francisco de Tal, mãe de 9 filhos naturais, nascidos nessa região, que adotaram, e transmitiram aos descendentes, os sobrenomes, ‘Antunes Cintra‘ e ‘Felizardo Cintra‘.

O Ten. João Felizardo Cintra faleceu em sua fazenda e foi sepultado no Cemitério de Dores do Aterrado (Ibiraci-MG). Seu nome encontra-se gravado no sino que doou para a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores do Aterrado (Ibiraci-MG), em 1878.

Ainda hoje, vivem, muitos Cintras, em terras que tem sido passadas, de geração para geração, há quase 200 anos.

Além dos documentos citados no texto, foram consultados os seguintes documentos: Censo 1832, Aterrado termo de Jacuí, Arquivo Público Mineiro, Caixa 14, doc. nº 05, data 28/05/1832, transcrito por Valderez Rosa Garcia, disponibilizado pelo projetocompartilhar.org; microfilmes da IJCSUD das freguesias de Franca, Jacuí e Prados; Livros da Matriz de Nossa Senhora das Dores do Aterrado, a partir de 1861; Documentos Interessantes para a História de São Paulo, Vol XI; Levantamento Histórico da Capela dos Olhos d’Água, Bruno Mendes, janeiro 2009.

 

João Bekman Alves: Especialista em História do Brasil pela UFES     joaobekman@hotmail.com

José Limonti Júnior: Pesquisador histórico probrig@gmail.com.br

 

Sônia Regina Belato de Freitas Lelis: Pesquisadora genealogista be_lis30@yahoo.com.br
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