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CORREDORES ECOLÓGICOS
- UMA IDÉIA A SE PROPAGAR -

 

         A partir da Semana do Meio Ambiente comemorada em 2011 em Ibiraci, que teve como tema “Corredores Ecológicos – Caminhos da Biodiversidade”, a PROBRIG tem trabalhado, em todas as suas ações de Educação Ambiental, de forma a informar, incentivar e orientar os cidadãos do nosso município, quanto à necessidade de se providenciar o isolamento das nascentes e a implantação das proteções ciliares dos cursos d’água, como única e talvez última forma de garantir as possibilidades de sobrevivência aos remanescentes da nossa fauna e flora nativas. Os instrumentos que utilizamos (palestras, folders, vídeos, banners e ações de campo) têm, principalmente através do nosso site www.probrig.com , despertado o interesse de pessoas e instituições quanto ao assunto e às nossas ações, sendo que o Dr. Célio Bertelli tem sido convidado para encontros e palestras sobre o tema em vários lugares.
No último dia 09 de agosto, a convite da UNIRP (São José do Rio Preto – SP), Célio falou para uma  platéia que participou da XIV Jornada de Educação e Direito Ambiental, promovida por esta instituição, da qual faziam parte autoridades da região, professores, alunos, cidadãos e especialmente numerosos membros da Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo.
Ao abrir a apresentação e para contextualizar a importância dos corredores ecológicos como indutores dos fluxos gênicos, econômicos, sociais e históricos, o Dr. Célio lembrou, que, partindo do antigo povoado de Dores do Aterrado (atual Ibiraci) há mais de cem anos atrás, o jovem Manoel Medeiros, instalou-se na região de São José do Rio Preto, acompanhando o corredor da Bacia do Rio Grande, e com sua trajetória de vida passou a integrar a história daquela localidade, confirmando na prática que não só o fluxo gênico se consuma pelas bacias hidrográficas, mas também o econômico, social e cultural, tecendo a teia da história regional.


 


Material produzido pela PROBRIG em suas ações de Educação Ambiental
focalizando a necessidade de implantação dos Corredores Ecológicos.

 

Bertelli ressalta a importância de Corredores Ecológicos para a Biodiversidade

"Proteção e Conservação dos Corredores Ecológicos para a Biodiversidade", foi o tema da palestra proferida pelo Engenheiro Agrônomo e Professor Célio Bertelli, dia 9/8/12, durante a XIV Jornada de Educação e Direito Ambiental - JEDA, no Auditório da Unidade Universitária I da UNIRP.

Bertelli, doutor em Geociências e Meio Ambiente pela UNESP - Rio Claro, disse que os corredores ecológicos são áreas extensas composta por uma rede de unidades de conservação mescladas com áreas de variados graus de ocupação humana e diferentes formas de uso da terra, em que manejo é integrado para garantir a sobrevivência de todas as espécies.

Segundo Bertelli o objetivo principal dos corredores é proteger o ambiente, facilitar a troca da informação genética entre indivíduos, populações ou espécies, aumentar a chance de sobrevivência das comunidades biológicas, promover a conservação da diversidade biológica no local e recolonizar as áreas degradadas.

Para Bertelli os corredores podem ser classificados em:
Microcorredores - Que abrigam formigas, cupins, moluscos, insetos, fungos, bactérias e outros.

Pequenos Corredores - Que abrigam pequenos mamíferos, pássaros, insetos, moluscos, répteis e anfíbios, com domínio de animais generalistas.

Médios Corredores - São corredores interligados, como matas ciliares de córregos ou encostas e manchas remanescentes de vegetação nativa que abrigam grandes mamíferos, peixes, pássaros e répteis, além de anfíbios, insetos e moluscos, sendo generalistas e ou especialistas.

Megacorredores ou Continentais - São corredores entre biomas e conexões entre ecossistemas. Exemplo: Corredor Central da Mata Atlântica, Corredor Central da Amazônia, Corredor da Caatinga.

Explicou como funciona a Escala territorial de vida (Alimentação e reprodução) de animais que é dividida em 3 grupos:
Generalistas: animais que apresentam hábitos alimentares variados, alta taxa de crescimento e dispersão; vivem em áreas de vegetação aberta e secundária, tolerantes e capazes de aproveitar diferentes recursos oferecidos pelo meio ambiente.

Especialistas: animais que são mais exigentes em relação aos habitats nos quais vivem, com dieta específica. Uma alteração no meio ambiente exige dos animais especialistas a procura de novos habitats.

Migratórios: animais que se movem de um biótopo para outro, normalmente em busca de melhores condições de vida, seja em termos de alimentação, de temperatura, acasalamento ou para fugirem de inimigos que se instalaram no seu espaço.

Falou da importância do desenvolvimento sustentável, da prevenção e dos riscos causados com a perda da biodiversidade ocasionada pela redução ou isolamento dos habitats o que provoca riscos de extinção em razão das espécies ficarem protegidas somente em fragmentos florestais reduzidos ou isolados.

Ressaltou a importância das Áreas de Preservação Permanente (APPs) para garantir a preservação dos recursos hídricos, a estabilidade geológica e a biodiversidade, assim como o bem-estar das populações humanas. A preservação das matas ciliares para a reprodução de répteis e anfíbios que utilizam as margens dos rios para reprodução na época das cheias. E também a relevância do aprimoramento do Código Florestal no sentido de definir parâmetros que considerem a compatibilidade entre produção e conservação.


 


Tenente Coronel PM Wilson Antonio Botero e a Coordenadora de Extensão e Cultura da UNIRP Suely Cury Tawil após entrega de Certificado ao Professor Célio Bertelli

 

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